Olá queridas leitoras! Tô de volta com o blog e cheia de novidades pra vocês!
Mas antes de qualquer coisa, essa pandemia tem deixado a gente louco neh?!
Quarentena não é pra qualquer um, e isso me tem levado a pensar e repensar e dar valor a pequenos detalhes que antes eram sem valor pra mim.
Meus pais moram a 52km de mim, e as vezes penso como deixei de os visitar por tantas vezes por causa do trabalho. Ou então deixei de frequentar as reuniões da igreja, ou até mesmo o simples passeio na pracinha do bairro com as crianças. To orando pra isso acabar logo e poder valorizar o que antes passava despercebido aos meus olhos.
Bora dar uma leitura nesse texto aí que escrevi sobre os negros?
Vidas negras
Eu não sei qual o tom da minha pele, pra comprar uma base é um sufoco...
Na minha certidão de nascimento está escrito “de cor branca”, pros meus pais biológicos descendentes de italianos e búlgaros eu sou bem escura. Sou de cor indefinida.
Tenho visto recentemente os gritos dos negros, alguns tem gritado errado ...
Vamos lá, a luta deles, pelo menos aqui no Brasil começou há alguns anos atrás,
Saíram de sua terra natal, de seu berço, humilhados. Aprisionados pelos próprios irmãos.
Empurrados dentro de um navio negreiro com outros tantos. Aonde suportavam dez, enfiaram mil.
E chegaram ao Brasil. Para outros o oceano foi seu cemitério .
Meninas viraram mães de crianças brancas. Esposas eram obrigadas a se deitar com quem não era seu marido para poder engravidar e gerar mais escravos ao seu Senhor.
Alguns homens forçados a carregarem peso e a trabalhar em algo desconhecido.
Cavar, cavar e ver o mundo cair literalmente em suas cabeças em busca de diamantes e outras pedras.
Apanhar, ficar sem dormir, sem comer. Sentir seu corpo padecer até o falecimento.
Nem animais passaram por isso.
Então aboliram os escravos. Depois de tantas leis, libertaram todos.
Mas e depois? Eles retornaram ao berço da África?
Passaram a receber salário? Ganharam um pedaço de terra de país imenso?
Não. Foram libertos, mas ainda ficaram presos. Sem teto, sem comida, sem lar.
Alguns preferiram continuar com seus senhores.
Até hoje o grito de Zumbi ecoa pelos nossos ouvidos.
Hoje a luta é pela libertação da discriminação, a luta é pela aceitação.
Lutar contra padrões da sociedade.
Cabelos crespos, cacheados são lindos, assim como os lisos são lindos.
Suas tranças morena arrasam. O batuque do tambor faz dar vontade de dançar.
Meu marido é negro. Que charme. Lábios carnudos, ombros largos.
Culpa dos ancestrais que o fizeram herdar um corpo escultural.
Vamos abrir nossos olhos e acordar e ver que eles sofreram, eles sofrem.
Piadinhas sem sentido já bastam. Eles são responsáveis pela construção deste país e nós brasileiros devemos muito a eles.
Chega de exclusão. Chega de julgar pelo tom da pele. É só uma pele e no final de tudo os ossos são todos iguais.
Mas antes de qualquer coisa, essa pandemia tem deixado a gente louco neh?!
Quarentena não é pra qualquer um, e isso me tem levado a pensar e repensar e dar valor a pequenos detalhes que antes eram sem valor pra mim.
Meus pais moram a 52km de mim, e as vezes penso como deixei de os visitar por tantas vezes por causa do trabalho. Ou então deixei de frequentar as reuniões da igreja, ou até mesmo o simples passeio na pracinha do bairro com as crianças. To orando pra isso acabar logo e poder valorizar o que antes passava despercebido aos meus olhos.
Bora dar uma leitura nesse texto aí que escrevi sobre os negros?
Vidas negras
Eu não sei qual o tom da minha pele, pra comprar uma base é um sufoco...
Na minha certidão de nascimento está escrito “de cor branca”, pros meus pais biológicos descendentes de italianos e búlgaros eu sou bem escura. Sou de cor indefinida.
Tenho visto recentemente os gritos dos negros, alguns tem gritado errado ...
Vamos lá, a luta deles, pelo menos aqui no Brasil começou há alguns anos atrás,
Saíram de sua terra natal, de seu berço, humilhados. Aprisionados pelos próprios irmãos.
Empurrados dentro de um navio negreiro com outros tantos. Aonde suportavam dez, enfiaram mil.
E chegaram ao Brasil. Para outros o oceano foi seu cemitério .
Meninas viraram mães de crianças brancas. Esposas eram obrigadas a se deitar com quem não era seu marido para poder engravidar e gerar mais escravos ao seu Senhor.
Alguns homens forçados a carregarem peso e a trabalhar em algo desconhecido.
Cavar, cavar e ver o mundo cair literalmente em suas cabeças em busca de diamantes e outras pedras.
Apanhar, ficar sem dormir, sem comer. Sentir seu corpo padecer até o falecimento.
Nem animais passaram por isso.
Então aboliram os escravos. Depois de tantas leis, libertaram todos.
Mas e depois? Eles retornaram ao berço da África?
Passaram a receber salário? Ganharam um pedaço de terra de país imenso?
Não. Foram libertos, mas ainda ficaram presos. Sem teto, sem comida, sem lar.
Alguns preferiram continuar com seus senhores.
Até hoje o grito de Zumbi ecoa pelos nossos ouvidos.
Hoje a luta é pela libertação da discriminação, a luta é pela aceitação.
Lutar contra padrões da sociedade.
Cabelos crespos, cacheados são lindos, assim como os lisos são lindos.
Suas tranças morena arrasam. O batuque do tambor faz dar vontade de dançar.
Meu marido é negro. Que charme. Lábios carnudos, ombros largos.
Culpa dos ancestrais que o fizeram herdar um corpo escultural.
Vamos abrir nossos olhos e acordar e ver que eles sofreram, eles sofrem.
Piadinhas sem sentido já bastam. Eles são responsáveis pela construção deste país e nós brasileiros devemos muito a eles.
Chega de exclusão. Chega de julgar pelo tom da pele. É só uma pele e no final de tudo os ossos são todos iguais.


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