Profissionais e profissões
Gente, como eu havia prometido, abri um quadro aqui no blog pra orientar a galera sobre profissões. Então toda semana teremos uma profissão bem bacana por aqui, com entrevistas super legais.
E a primeira delas é a de Assistente Social. Será que a Assistência Social é somente lidar com as pessoas de classe baixa e presidiários? Acompanhe a entrevista com a assistente social Niliane S. Corcino e tire suas dúvidas.
1- Fale, qual a sua profissão?
R- Sou assistente social.
2- Por que você escolheu essa profissão?
R- Escolhi a profissão, porque sempre gostei de trabalhar com a população mais desfavorecida para que tenham acesso aos seus direitos fundamentais. Gosto de lutar pela garantia dos direitos humanos e defesa de empatia, liberdade e justiça. Ver a possibilidade de estar em luta permanente e na busca de uma sociedade justa e igualitária é o que prezo. Também não posso deixar de destacar o vasto campo de atuação do Assistente Social.
3- Qual a área de atuação?
R- É muito vasta a área de atuação. A(o) Assistente Social pode trabalhar em universidades, institutos técnicos, hospitais, justiça, habitação,ONG'S, associações, secretarias de Assistência, saúde, autônomo( consultoria sobre políticas sociais) entre outras.
4- Quais são as formações acadêmicas e especializações?
R- 4- Para ser Assistente Social precisar fazer faculdade de Serviço Social que tem duração de 4 anos. Se o mesmo quiser de especializar pode fazer cursos livres, Especialização em alguma área de interesse pós graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado.
5- Você se arrepende de ter escolhido está carreira? Pensa em mudar?
R- Não penso e nunca pensei em mudar. Amo ser Assistente Social escolhi desde minha adolescência após um estágio que fiz no setor de serviço social do INSS. Hoje após muitos anos vejo que nasci para ser Assistente Social, na verdade a profissão me escolheu e cada dia que passa me sinto realizada por estar exercendo aquilo que na minha adolescência sonhei.
6- E quanto ganha um Assistente Social?
R- Varia de local e também de cidade. Infelizmente nós Assistentes Sociais não temos piso salarial. Mas estamos na luta para que isso se resolva, tendo em vista a importância da atuação do AS. Que se tornou imprescindível neste período de pandemia da COVID-19.
Existem um projeto lei em tramitação onde dispõe sobre o salario de um Assistente Social para cumprimento de 30 h semanais. Porém o projeto ainda está em análise pelos órgão competentes.
7- Fale um pouco sobre o seu trabalho, os pós e os contras;
R- Os Assistentes Sociais desempenham um papel crítico e substancial na economia sócio-politico-economica para reduzir as instabilidades sociais. Integridade social e os direitos humanos são as subestruturas éticas da prática do trabalho social , ajudar o indivíduo a melhorar suas capacidades e aptidões para combater problemas utilizando seus próprios recursos e recursos da sociedade.
Vou citar alguns prós e contras:
Prós:
- Carreira Satisfatória ( Pois adquire-se a oportunidade de ajudar outras pessoas a lidar com várias questões como: abuso, doença, pobreza, dependência, desemprego entre outros)
- Variedade de campos para atuação
Contra:
- Não ter piso salarial e salários baixíssimos em alguns locais. Infelizmente os governantes não sabe a importância que o Assistente Social tem para a sociedade.
- Lidar diariamente com tentativas de alguns políticos de colocar a assistência social como assistencialismo.
Muitos querem intervir no nosso trabalho até mesmo atrasar o andamento de algo que é de direito da população.
Com isso nós AS temos que bater de frente para garantir os direitos e acaba ficando "marcada" para alguns.
Infelizmente hoje o maior local de empregabilidade para Assistentes Sociais são em prefeituras.
8- Quanto tempo você trabalha como assistente social?
R- Eu trabalho como Assistente Social a 2 anos e uns meses.
9- Qual conselho daria pra quem está começando agora?
R- O conselho que dou pra quem está começando agora é pra não deixar se "abater" ou desistir de atuar por conta das intervenções políticas.
Buscar sempre desenvolver propostas e ações para uma sociedade mais justa, igualitária.
Estar sempre se especializando e nunca esquecer do código de ética e do projeto ético-politico do Serviço Social.

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